Suave música de flauta, cheirando a jasmim e
ylang-ylang, que vem de lugar nenhum, de um canto adormecido, trazendo
incensários de um momento sereno. Estou sem saber, em transe, próximo a
um altar de pedra, no meio do círculo azul, bem ao Sul, invocando
antigos amigos elementais, pedindo ajuda para o Povo Pequeno... Talvez o
meu único eterno conforto esteja guardado agora na clareira da mais
radiosa floresta, na imantação da Lua Cheia, no banhar dos raios
prateados, serpenteados pela dança das fadas, decorado na oferenda das
maçãs com canelas e no mesmo correr as eternas águas... E Na Lua
Esquecida do Amor, no percurso de tantas vezes, passam conjunções de
Platão a Saturno. Quieto, calado, taciturno, estou isolado entre
adequações e reestruturações.
(Altar de Aisling)

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