terça-feira, 11 de janeiro de 2011

A Dança Das Fadas

Suave música de flauta, cheirando a jasmim e ylang-ylang, que vem de lugar nenhum, de um canto adormecido, trazendo incensários de um momento sereno. Estou sem saber, em transe, próximo a um altar de pedra, no meio do círculo azul, bem ao Sul, invocando antigos amigos elementais, pedindo ajuda para o Povo Pequeno... Talvez o meu único eterno conforto esteja guardado agora na clareira da mais radiosa floresta, na imantação da Lua Cheia, no banhar dos raios prateados, serpenteados pela dança das fadas, decorado na oferenda das maçãs com canelas e no mesmo correr as eternas águas... E Na Lua Esquecida do Amor, no percurso de tantas vezes, passam conjunções de Platão a Saturno. Quieto, calado, taciturno, estou isolado entre adequações e reestruturações.

(Altar de Aisling)

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