terça-feira, 16 de julho de 2013

Visão mágica do Universo

Não existe nada de artificial nesta revulsão de sentimentos e aprendemos fazendo ou a tentar fazer e cometendo erros. Os poucos que conseguem encarar esta crua realidade acordam para um novo conhecimento da magia onde os alardes dos antigos até parecem modestos. Atingem uma visão transcendental do universo, onde coexistem verdades contraditórias em harmonia e as coisas nunca são o que parecem.
Devemos primeiro tomar consciência de que a maneira como capta o mundo que o rodeia está condicionada às convenções e preconceitos da sociedade. Quando olha para uma rua, uma árvore ou uma flor, a sua consciência dessa coisa não é isolada e invariável, fazendo parte integrante da sua própria mente. O mundo é estruturado pela maneira como entra em interação seletiva face às impressões sensoriais. O mundo que consegue percepcionar é limitado pela sua mente e pelos seus sentidos, mas são possíveis enormes quantidades de variações dentro dos parâmetros impostos pela natureza humana. Esta forma de ver o mundo de maneiras diferentes não é muito conhecida. Até os filósofos e físicos que possuíam as capacidades mentais mais sutis partiam automaticamente do pressuposto de que a sua visão do mundo era única. É esta ignorância oculta que constitui a maior dificuldade no progresso da ciência moderna. Você tem o poder latente de alterar a natureza fundamental do seu universo, porque ele foi criado por si, e só por si. Infelizmente, não o criou independentemente. A sua vontade própria teve um papel relativamente pequeno na sua composição. Ao construir o seu mundo, foi guiado pelos ditames da sua cultura e da sua complexa teia de crenças e tabus, aceitando-as automaticamente, sem qualquer observação ou crítica. Tão mecânica e irrefletida foi esta aceitação que começou muito antes de o você possuir um conceito simbólico do Eu ou conseguir exprimir as suas ideias e sentimentos oralmente (que são inevitáveis), muito para além da sua liberdade de escolha. Isto não é certo. Apesar de a nossa visão do mundo estar condicionada pela sociedade antes de obtermos controle sobre a nossa vontade, assim que o atingimos temos o poder de alterar a nossa percepção do mundo. A magia, mais do que qualquer outra pesquisa humana, fornece-nos a capacidade de alterar a nossa visão do mundo de maneiras úteis. Ao alterar a nossa percepção do mundo, alteramos de fato o próprio mundo. Esta é uma grande verdade mágica. Só podemos ser corretamente compreendidos através da prática do ritual. 
A segunda frase da Tábua de Esmeralda de Hermes Trismegisto contém a grande máxima hermética que regula todas as operações mágicas:
"O que está por baixo é igual ao que está por cima e o que está por cima é igual ao que está por baixo: para que se atinja o milagre do Uno".
Baseia-se numa visão mágica do Universo. "O que está por baixo" é a autoconsciência do indivíduo, o microcosmo. "O que está por cima" é o grande Mundo Exterior, o macrocosmo. O que está em baixo e o que está em cima deve ser igual porque são criados por uma mente única que percepciona ambos. Tanto o macrocosmo como o microcosmo existem na mente, devendo por isso relacionar-se. Não é a mente de um ser sobre-naiural vasto e distante que as suporta.
 O mago místico Hermes Trismegisto, a quem é atribuída a alquímica Tábua de Esmeralda de um mosaico italiano do século XV. 
É a sua mente. Você é a ponte. fecê estruturou os padrões.
A prática regular da magia ritual engendra automaticamente uma visão mágica do mundo naqueles que a ela se abrem. A mente expande-se a todos os níveis. As percepções que pareciam fixas e eternas começam a fluir. Novos padrões são formados. Surgem novos conceitos. Coisas que "•a-eciam ser estáticas, serão percepcionadas como móveis. Tudo se move 7 se transforma. Nada permanece inalterável. Verá que cada coisa está

 

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